Sociedade de Pneumologia e Tisiologia
do Estado do Rio de Janeiro

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Fibrose Pulmonar Idiopática

A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença rara no mundo. Sua definição foi realizada no início desse século por várias sociedades médicas do mundo, inclusive com a participação da sociedade brasileira. Ela é uma doença progressiva (contínua). Isto é, o pulmão começa a reduzir de tamanho lentamente, levando a pessoa a ter cada vez menos ar. A redução do pulmão é devido à fibrose, ou cicatrizes, que surgem espontaneamente, trazendo a sensação de “falta de fôlego” ou falta de ar que se torna cada vez mais intensa. Essa é a principal e mais precoce queixa: a falta de ar. A tosse, o emagrecimento, o cansaço no corpo também surgem. São necessários muitos exames laboratoriais, além de um bom exame médico, para afastar outras doenças que apresentam as mesmas queixas, como a asma e o enfisema. Para o médico, a tomografia computadorizada de tórax é fundamental para identificar como a fibrose está envolvendo o pulmão. Pois, há também outros tipos de fibrose, que não são a FPI, que podem também dificultar o correto diagnóstico. O teste do sopro (função pulmonar) é também outro exame necessário.

Essa doença é rara, progressiva, reduz o pulmão, leva a intensa falta de ar e ao falecimento em muitos casos em menos de 3 anos. O diagnóstico deve ser estabelecido por um pneumologista, pois por ser rara, poucos médicos são treinados e capacitados para interpretar a tomografia, as queixas do paciente e principalmente tratar.

Atualmente, o tratamento é com oxigênio portátil, medicamentos orais chegando até o transplante de pulmão. 

A FPI é uma doença rara e grave e o paciente necessita o quanto antes de ajuda especializada para melhorar a sua qualidade de vida.

Não esqueça, se você está com FPI, vá ao pneumologista ele te ajudará.

Rogério Rufino
Pneumologista