Sociedade de Pneumologia e Tisiologia
do Estado do Rio de Janeiro

logo facebook  logo twitter

 
Home >> Glossário >> I

Glossário



A - B - C - D - E - F - G - H - I - J - K - L - M - N - O - P - Q - R - S - T - U - V - Y - X - W - Z

Imunoterapia, dessensibilização ou hipossensibilização

Imunoterapia, também chamada de dessensibilização ou hipossensibilização, é uma forma de tratamento das doenças alérgicas com a finalidade de diminuir as reações produzidas pelos alérgenos (substâncias que desencadeiam as reações alérgicas).

Este tratamento consiste na aplicação dos alérgenos específicos para o paciente, quimicamente modificados, purificados e padronizados, após identificação do alérgeno relevante.

A melhor conduta para o paciente alérgico é o afastamento dos alérgenos mediante um rigoroso controle do meio ambiente (evitar poeiras domiciliares eliminando carpetes, tapetes e cortinas, não manter contato com animais de pêlo como gato e cachorro, entre outros); porém, quando tais medidas não oferecem resultados satisfatórios, pode ser indicada a imunoterapia.

Sua aplicação é ainda motivo de controvérsia e deve ser indicada e supervisionada por um alergista experiente e que tenha estrutura para atender eventuais ou raras reações indesejáveis.

Inaloterapia ou terapia inalatória

Inaloterapia é uma modalidade de tratamento na qual há a administração de medicações ou soluções por via inalatória, isto é diretamente nas vias aéreas.

A finalidade desta forma de terapia é auxiliar a liquefação das secreções ou administrar medicamentos de ação local nos brônquios, muitas vezes com menos efeitos colaterais do que quando administrados por via oral ou injetável.

A terapia inalatória pode ser realizada de três formas diferentes: a nebulização, o aerossol terapêutico ou a inalação de partículas de pó seco

A nebulização pode ser realizada com ar comprimido, oxigênio ou aparelhos de vibração ultra-sônica e permitem levar a água e os medicamentos até as vias aéreas. Não há diferença, com relação à dispersão das partículas, entre o ar comprimido e o oxigênio. Com relação aos aparelhos elétricos, deve se estar atento ao tipo de inalador recomendado para cada medicação, uma vez que algumas delas tem suas partículas inativadas no inalador ultra-sônico (ex.: corticóides inalatórios). O paciente deve realizar movimentos respiratórios lentos e mais profundos que habitualmente, prendendo a respiração por alguns segundos após cada inspiração. O ideal é manter os olhos fechados durante a inalação, para evitar a deposição de medicamentos sobre os mesmos e assim diminuir os riscos de efeitos desagradáveis.

O aerossol terapêutico é uma suspensão de finas partículas líquidas ou sólidas de medicamentos em um gás. Como as partículas são muito pequenas (5 a 10 micras de diâmetro), podem atingir até as pequenas vias aéreas. Seu uso requer coordenação e pode ser auxiliado com um espaçador ou aerocâmara associado ou não à máscara.

O inalador de pó seco baseia-se na capacidade do paciente aspirar o medicamento. Pode ser em forma de cápsula, disco ou turbilhão. Como as partículas são muito pequenas (5 a 10 micras de diâmetro), podem atingir até as pequenas vias aéreas.

É importante ressaltar que para todos os tipos de inaloterapia é fundamental lavar bem a boca com água após seu uso e, no caso de inalações ou aerossóis utilizados com máscaras, lavar o rosto. Com isso previne-se os efeitos colaterais dos medicamentos sobre a pele e mucosas.